Realizador: Abdellatif Kechiche
Baseado na banda desenhada: Blue Is the Warmest Color de Julie Maroh
Atrizes principais: Adèle Exarchopoulos, Léa Seydoux
Trailer: aqui
É um daqueles filmes para ir de ânimo leve, espírito aberto e, depois, deixar-se levar, deixá-lo fazer de nós o que ele quiser. A promessa de se sair dali extasiado é muito grande. A pergunta é: «É possível o coração perder alguma coisa?»
É um filme sobre o amor, decididamente, sobre a descoberta pessoal, mas também é um filme sobre a existência, o propósito da vida. Somos capazes de ser felizes ao vivermos uma vida banal, sem qualquer acto criativo, sem fazer dela arte? Vale a pena viver uma vida assim? E criar é o quê? O que é preciso para criar?
Por um lado, Emma, a artista, que não consegue amadurecer a sua técnica de pintura e encontra na beleza singela de Adèle uma fonte de inspiração. Por outro, Adèle, uma miúda normal, com um sentido muito prático da vida, que acredita no acaso e nas paixões assoladoras. O que as liga é um desejo carnal, visceral de se possuirem. Não partilham os mesmos gostos, vêm de famílias muito diferentes e encaram a vida de um modo muito diferente. Emma afirma-se, projeta-se, exibe-se, sorve a vida para a representar depois. Adèle vai deixando o mundo espreitar pela fechadura da sua intimidade, rodeada de mistério, construindo pequenas mentiras, dissimulando, com o seu rosto de miúda, uma mulher forte, sedutora, atraente e voraz.
Aquilo que seria uma paixão de adolescência continua por vários anos e enquanto Emma deixa Adèle entrar na sua vida, penetrar o seu pensamento, o seu trabalho, Adèle desenvolve-se como mulher e pessoa, mas não se enfrenta, não se afirma. Não admite a sua homossexualidade, apesar de isso não ser um impedimento para a viver. De certo modo, quer dar-nos a entender que é bissexual, quando é evidente a sua tendência para o sexo feminio.
A evolução na vida de Emma só poderia acontecer a par da sua evolução como artista. E ela queria romper com tudo para evoluir. Adèle não tinha propriamente vontade de evoluir, saltar barreiras. O tempo trouxe um certo vazio para a sua vida, em parte devido ao desgaste que o trabalho vai provocando nela, em parte pelo abismo que vai rompendo entre ela e Emma. Adèle adora o seu trabalho e vê-se que a preenche, mas não é uma coisa que pudesse partilhar com Emma, pois esta não o entende, nem aprecia. Poderia pensar-se que Emma era o seu refugio à vida banal, mas Adèle não via a sua vida como banal. Ela chegou onde quis e com quem quis.
Se reagimos à pergunta do professor de francês como adolescentes, não sabendo o que pode perder um coração, ao fim de três horas, depois de muita baba e ranho, sabemos exatamente o que podemos perder, o que perdemos e o que temos medo de perder.
Catártico. *****
28/12/2013
09/01/2011
“Drei” ou “Três”
A partir do cartaz e da sinopse sabe-se que aí vem uma relação a três. Não sei quem é o realizador, quem são os actores, sei que é um filme alemão. O filme começa e apenas espero encontrar os personagens que originarão o conflito: o drama de uma relação triangular. Shakespeare adaptado ao século XXI.
Comecemos então por desvendar os personagens. Hanna, uma mulher madura, com uma carreira profissional e um casamento estável, é peculiar, temperamental, eloquente, refutativa. Simon, o marido, é um ser mais calmo, intelectual, artista, sentimentalista e todos os outros istas. E o terceiro é Adam.
A variedade dos temas abordados desvia por completo o foco do romance prestes a revelar-se, que aliás não se consegue dizer que é um romance se não no iminente fim. Discute-se arte, psicologia, sociedade, biologia, a vida e a morte, ou não fosse um drama renascentista. A famosa característica desta época "play within a play" não faltou e curiosamente com a representação dramatúrgica dos Sonetos de Shakespeare. Diria que o filme é uma adaptação shakespeareana ao século XXI, pelo menos por todas as alusões quer literárias, quer pictóricas a este autor britânico que surgem em todo o filme.
Hanna e Adam, que inicialmente têm um confronto, quando ele apresenta a sua tese e Hanna a questiona, acabam por se encontrar ocasionalmente nas bilheteiras para a peça de Shakespeare e por a ver juntos. No final da peça, a relação de ambos muda, como se o teatro a tivesse feito renascer. Como se o Puck se tivesse colocado entre ambos durante a encenação e enquanto estes sonhavam de olhos abertos ele tivesse deitado o seu pó mágico sobre eles.
Adam é um ser carismático: tem uma postura imponente que faz lembrar um Deus grego, loiro e ombros largos e um sorriso angelical. Confronta, quando tem de o fazer, mas sempre de um modo sublime. Não é fácil descobrir quem ele é, uma vez que os outros personagens se revelam à primeira vista muito mais complexos. Ele é biólogo, investigador com foco na reprodução. Nos tempos livres joga futebol e não deixa crer que haja um mínimo de intelectualidade em si. Pragmático, racional. No entanto, e à medida que o filme se vai desenrolando, começamos a descobrir um ser com muitas faces: para além de investigador é cantor, pratica judo, joga futebol, tem um amante, tem uma ex-mulher e um filho que vivem numa casa que parece um conto de fadas, tem uma moto e veleja um barco. O seu ritmo diário faz pensar que ele é uma máquina, perfeita, perfeito. Começa mesmo por meter medo, ser sem sentimentos. Adam ou Adão que não tem receio do sexo, antes o vê como uma coisa natural, humana. Não se deixa seduzir, ele é quem seduz. Intimida pela forma como refuta as ordens de Deus. No final do filme revela-se como o ser mais humano de todos, que tem as suas dúvidas e também se apaixona.
Os conflitos começam a surgir quando o Simon não aparece ao teatro como combinado e por isso, dá espaço para que Hanna e Adam se possam conhecer melhor. Surgem após a mãe dele revelar que tem um cancro irreversível e morre pouco tempo depois, aproximando os personagens pela primeira vez da morte e da urgência em viver. No mesmo dia em que a mãe morre, Simon descobre que tem um tumor malígno num dos testículos e que tem por isso de ser operado de urgência. Nesse mesmo dia, enquanto ele procura alcançar Hanna por telefone, esta está com Adam a ver um jogo de futebol. Ele faz um completo drama da sua situação, prevê que nunca mais poderá ter filhos ou mesmo sequer ter sexo com Hanna, imagina que vai morrer, uma série de medos apresentados de um modo cómico, embora a situação seja séria. Os dois estão juntos há vinte anos e nem se aperceberam do tempo passar. Enquanto Simon é operado e passa por um dos piores momentos da sua vida, Hanna está com Adam e, apesar de por fim cair em si e querer literalmente fugir da situação em que se meteu, acaba por se deixar seduzir por Adam e os dois mostram-nos uma primeira cena de sexo por um lado estimulante, por outro desconfortável, uma vez que como espectadores sabemos o que está neste preciso momento a acontecer com Simon. Tudo leva a crer que a tragédia está prestes a despoltar.
Na manhã seguinte Hanna volta para casa completamente renovada e feliz, mas assim que descobre que Simon não está em casa é como se a luz se tivesse apagado no palco, o chão fugido, o céu caído. Aparece uma cena altamente simbólica em que ela de capuz negro sobre a cabeça puxa uma carroça com um caixão, enquanto Simon caminha em marcha fúnebre velando a sua própria morte, os dentes a cairem-lhe da boca e Hanna com um olhar de cumplicidade por levá-lo à própria cova. Mas ele sobrevive e ela fica com ele. Não se sabe ao certo o que aconteceu. Ela não fala do assunto, ele também não e ambos aceitam o facto de Simon não poder ter mais uma relação sexual normal e decidem até casar-se, partir para uma nova etapa na sua relação, em que o amor se sobrepõe ao sexo.
Até que um dia Simon resolve ir até à piscina. Aqui ele assiste a uma cena de sexo no balneário. Ri incrédulo, ao mesmo tempo sabe que ele próprio não poderá jamais fazer o mesmo. A piscina está quase vazia: para além dele, apenas o Adam. Sim, ele encontra o Adam e só nós, os espectadores sabemos de que modo é que os dois estão ligados. Eles metem conversa, fazem uma pequena corrida, simpatizam um com o outro e naquele ambiente relaxado de piscina de água quente fazem uma piada sexual e o Simon acaba por revelar que não poderá mais "tê-la levantada" pois acabara de levar um dos testículos à faca. A cena chega a ser ridícula, tendo em conta que Simon acabara de contar ao amante da mulher que ficara para sempre impotente. Os dois vão para o balneário e Adam não consegue evitar de olhar para o corpo nu do Simon. Este está completamente alheio, como aliás é parte da personalidade dele, e apenas se apercebe do que está para acontecer, quando o Adam lhe pergunta se pode ver o resultado da operação dele. Simon ri completamente surpreso e aos poucos começa a ficar sem reacção, é como se lhe tivessem acabado de arrancar o outro testículo também, é como gato pingado. O Adam vai-se aproximando dele, toca-lhe e masturba-o, até que Simon se vem. Enquanto Simon baixa os olhos embaraçado, fora ele um miúdo de dezasseis anos a ter a sua primeira erecção, Adam levanta-se com a maior das naturalidades, lava o peito, veste-se e sai sorrindo no seu jeito de anjo. Foi como se no "sonho de uma noite de verão" o Puck se tivesse enganado e deitado a poção mágica nos olhos do Simon desta vez.
A Hanna acaba por voltar a procurar Adam e assim começa uma relação a três, estando Adam no centro, sem que nenhum deles desconfie.
O filme é uma obra de arte. É uma obra de arte cinematográfica, literária, teatral, científica, documental... O filme é a melhor adaptação shakespeareana de todos os tempos. É catártico, é a desconstrução de uma série de preconceitos actuais, em que bastava um momento mal conduzido para destruir tudo, o que não aconteceu. Foi tudo apresentado de tal forma a conseguirmos como espectadores ultrapassar uma série de barreiras psicológicas para aceitarmos naturalmente situações que de outro modo tomaríamos por anormais e até doentias. E é nesse momento que surge a catarse: saímos do filme com um sorriso nos lábios, apaixonados, renovados, prontos para ver o mundo com outros olhos.
O realizador é Tom Tykwer. Um outro filme de referência dele é "Lola Rennt" e como neste filme, que vi quando tinha 19 anos e me deixou completamente apanhada, a actualidade da temática e a forma inovadora como ele a apresenta é magnífica.
Para ver o trailer e saber mais sobre o filme: aqui (no original)!
12/09/2010
Same Same But Different (2009)
baseado na história real de Benjamin Prüfer e Sreykeo Solvan
Género: Drama romântico
Realizador: Detlev Buck
Guião: Ruth Toma
Actores: David Kross (Ben), Apinya Sakuljaroensuk (Sreykeo),
Stefan Konarske (Ed), Jens Harzer (Henry), Wanda Badwal (Lilli)
Línguas: Inglês, alemão
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Género: Drama românticoRealizador: Detlev Buck
Guião: Ruth Toma
Actores: David Kross (Ben), Apinya Sakuljaroensuk (Sreykeo),
Stefan Konarske (Ed), Jens Harzer (Henry), Wanda Badwal (Lilli)
Línguas: Inglês, alemão
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Ben acaba de concluir a escola secundária e resolve fazer uma viagem com o seu amigo Ed pela Ásia em busca de aventura e diversão. O destino é Cambodja e o ambicionado é sexo e drogas, é viver de adrenalina. Certa noite numa discoteca em Phnom Penh, Ben conhece Sreykeo, deixa-se seduzir-se por ela e acabam a noite no hotel onde ele está hospedado. Pela manhã ela fala-lhe de dinheiro e ele percebe que afinal Sreykeo tinha vindo a trabalho com ele. No entanto, depois de ele lhe ter emprestado uma das suas camisas, Sreykeo volta a procurá-lo para lha devolver e os dois começam a encontrar-se com mais frequência e a relação deles começa também a evoluir, até que ambos se apaixonam um pelo outro. O conflito que surge desta relação é porém enorme, tornando-a mesmo numa relação impossível – pelo menos para muitos: Sreykeo não é apenas uma prostituta, ela provém de uma família pobre em que os seus irmãos são mais novos e ela tem de sustentá-los, a mãe é viciada no jogo; Sreykeo é seropositiva, não tem formação e mal consegue expressar-se noutra língua senão em inglês. Ben é um jovem de 23 anos que ainda não tem sequer uma profissão, é alemão, os pais recusam-se a dar-lhe dinheiro para ele alimentar esta relação. Como o realizador diz: "same same but different" - ou seja, a mesma história de amor de sempre, mas vivida de uma outra forma, quer
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Há uma série de artigos sobre o filme e sobre a história do casal disponível na Internet de entre os quais aqui deixo alguns: Wikipedia (em "Referências" outras ligações interessantes), jetzt.de, ZDF parte1 parte2 parte3 parte4 (entrevista com realizador e o casal em alemão)
10/09/2010
Kleinruppin Forever (2004)
Und was hast du in den 80ern gemacht?
Género: Comédia
Realizador: Carsten Fiebeler
Guião: Peer Klehmet e Sebastian Wehlings
Actores: Tobias Schenke (Tim, Ronny), Anna Brügemann (Jana), Michael Gwisdek (Erwin), Tino Mewes (René) e Uwe Kockisch (Vater)
Original: em alemão
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Género: Comédia
Realizador: Carsten Fiebeler
Guião: Peer Klehmet e Sebastian Wehlings
Actores: Tobias Schenke (Tim, Ronny), Anna Brügemann (Jana), Michael Gwisdek (Erwin), Tino Mewes (René) e Uwe Kockisch (Vater)
Original: em alemão
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O filme começa em 1967 na RDA onde um casal acaba de ter um acidente deixando para trás num banco à beira da estrada dois irmãos gémeos. Avançamos no tempo e vamos para 1985 em Bremen: Tim acaba de ganhar um campeonato de ténis e uma bolsa para uma academia de ténis em Florida. Tim é um jovem rapaz com ar de pop-star, cabelinho de lado, cheio de manias e betinho dos pés à cabeça no seu ar de "não me toques" popular, cheio de meninas bonitas atrás dele e atenção, veste lacoste. O primeiro conflito é com o pai, o qual possui uma firma de venda de imóveis e quer que o filho se forme para se integrar na sua firma, mas Tim quer ser um jogador de ténis profissional. Durante um jantar de família logo nas primeiras cenas descobre-se que Tim é filho adoptivo e que os pais fugiram no passado da Alemanha de leste para Bremen. No entanto, isso não assusta Tim, ele tem uma visita de estudo com a turma dele à RDA, na cidade (fictícia) de Kleinruppin e está ansioso por conhecer a outra face da Alemanha. Leva mesmo vestido uma t-shirt com as iniciais: "DDR 1985 Safari". Começa então a pequena viagem à "zona". A professora recolhe os passaportes quando já se avistam as torres de vigia na fronteira e assim que lá chegam os guardas fiscais revistam o autocarro com um cão polícia. É proibido filmar, fotografar e os guardas sabem, depois de terem controlado o passaporte de Tim, que este é um fugitivo. A RDA apresenta-se como um lugar cinzento, deserto, com banda filarmónica de boas vindas, filas para o supermercado, as mulheres tidas por fáceis, punks maus ao virar da esquina, casas abandonadas. E enquanto Tim passeia pela cidade esbarra-se com uma jovem enfermeira socialista na paragem de um autocarro onde os dois trocam um olhar que indica paixão à primeira vista. Ela não vai no entanto na conversa dele e para além do mais goza com as roupas dele, como se já o conhecesse e ao despedir-se chama-o de Ronny. Tim está ainda perplexo com a afirmação dela, quando do outro lado da estrada passa por ele vestido de hippy e numa bicicleta um rapaz que é exactamente igual a ele. A imagem é um pouco irreal, como se tudo não passasse de uma miragem, fruto da sua imaginação, como se naquele instante ele tivesse pensado: "como é que eu seria se vivesse aqui?". Ambos olham-se com a mesma perplexidade, até que Ronny cai e Tim vai ter com ele. Descobrem que são gémeos, mas enquanto um foi com os pais ricos para oeste, o outro ficou numa casa de órfãos em Kleinruppin até ter sido por fim adoptado por Erwin. Depois de terem contado um ao outro um pouco sobre as suas vidas, Ronny sugere ao Tim trocar de identidade com ele por alguns dias, mas como Tim não aceita, este toma medidas mais violentas, põe-no inconsciente partindo-lhe uma garrafa na cabeça e enfia-se no autocarro no lugar dele, enquanto o pobre Tim vai parar à uma clínica local.
O filme joga com uma série de clichés sobre o que pensam os alemães de oeste em relação aos alemães de leste e apresenta-os de forma bastante cómica. Começa com a recepção parva do presidente da câmara de Kleinruppin, cidade com aspecto abandonado, e no entanto o exagero de trazer consigo uma banda filarmónica sem qualidade nenhuma para receber um grupo de estudantes, como se não houvesse nada de mais importante para fazer. As casas decadentes, muitas delas abandonadas, todas iguais, sem varandas. Os modos autoritários e birrentos de Tim na RDA controlada pelo Stasi. Ou seja, a própria figura do Tim contrasta com todo o ambiente à volta dele. O querer telefonar para o outro lado e não conseguir uma ligação directa, ripostar a tudo e todos e até quando está no meio de um interrogatório feito pela Stasi, não se deixa acobardar, levanta-se e deixa-os a ameaçar as paredes. Todos os estrangeirismos na boca de Tim, como Fraggles, Fanta, Becks e Táxi e os seus modos snobistas. E depois outra vez a RDA pobre, onde ele tem de trabalhar numa fábrica e comer a comida pastosa da cantina. A forma como as pessoas se embebedam com cachaça e chamam a isso diversão. A música - Oktoberclub (Sag mir wo du stehst), as roupas antiquadas, os hippys que fazem nudismo e cantam à luz das estrelas. O "pai" dele, Erwin, homem barbudo e com voz de bêbedo, vive numa caravana e é tido por maluco, mas no fundo não é tolo nenhum. Consegue mesmo subornar os membros da Stasi com bananas. Foi também interessante saber que os betinhos da RDA eram os que estudavam em Leipzig.
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Sem dúvida a cena da banana como o fruto proibido, a banana-pepino dos comunistas alemães de leste, que é no filme produto adquirido por meio de contrabando, foi muito bem conseguida. Não me pareceu que o filme quisesse mostrar que um dos lados da Alemanha era melhor que o outro, isso verifica-se quando o Tim diz "eu venho da Alemanha", ou seja, não há divisão e também pela forma como o filme termina.
Conclusão: na RDA encontra-se o verdadeiro amor e é um lugar onde se pode criar, na RFA encontra-se o caminho para uma carreira com sucesso dentro dos parâmetros ocidentais e é um lugar onde se pode consumir.
Aqui deixo alguns links (em alemão) sobre o filme: wikipedia, derfilm.de, imdb.de
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